Regra 4 do futebol: o equipamento dos jogadores

Quem pensa que o futebol é apenas um esporte pra correr atrás da bola e marcar gols está enganado. Assim como todos os outros, ele possui uma série de regras que buscam garantir o seu bom funcionamento. Anteriormente, falamos sobre a Regra 1, Regra 2 e Regra 3, e vamos dar continuidade falando sobre a quarta regra do futebol.

Elaborada pela International Football Association Board (IFAB), ela diz respeito aos equipamentos que os jogadores podem ou não utilizar nas partidas de futebol. O objetivo é retratar questões importantes como a segurança, já que muitos são usados para proteger os jogadores. Adiante, confira mais detalhes sobre essa regra.

Equipamentos obrigatórios para os jogadores de futebol

De acordo com o manual, alguns equipamentos são imprescindíveis para que o atleta possa entrar em campo. São eles: camiseta com mangas, calções, meias, caneleiras e chuteiras. As caneleiras precisam ser fabricadas em material apropriado para a proteção dos atletas e ser cobertas pelas meias. Apesar de raro nos dias de hoje, os goleiros podem jogar usando calças. Além disso, os arqueiros precisam fazer uso de luvas.

Outro ponto importante diz respeito às cores dos uniformes. Eles devem ser de tal forma que seja possível distinguir as duas equipes e também não podem ser semelhantes aos uniformes utilizados pela arbitragem, para não provocar confusão. Os goleiros precisam usar uniformes com cores diferentes aos jogadores de campo de sua equipe.

Uniformes dos goleiros devem ser diferentes dos jogadores de campo. Foto: Divulgação/Paulo Paiva/Sport Recife.

Equipamentos de proteção e de outros tipos

No primeiro caso, vamos usar o exemplo do goleiro Petr Cech. Em 2006, quando jogava pelo Chelsea, o arqueiro sofreu um choque com um adversário, que acabou provocando um afundamento no crânio. O goleiro da República Tcheca passou por cirurgia e só pôde voltar aos gramados caso utilizasse o acessório que o acompanhou durante praticamente toda a carreira.

Petr Cech precisou jogar com capacete após afundamento do crânio. Foto: Divulgação/David Klein/REUTERS

Segundo a Regra 4 do manual, tais protetores precisam ser da mesma cor da camiseta (quando todos os outros jogadores utilizarem vestimentas da mesma cor) ou negros. Os capacetes também não podem estar unidos à camiseta do atleta nem representar perigo a nenhum outro jogador ou a si mesmo. Tais equipamentos também não podem transmitir nenhum tipo de mensagem ou propaganda, com risco de punição imposta pela FIFA.

A regra também afirma que os jogadores não podem entrar em campo portando nenhum tipo de joia ou adorno, como por exemplo, anéis, colares, pulseiras e brincos. Também não é permitido uso de fitas para cobrir tais acessórios. Para garantir que nenhum jogador entre em campo com tais equipamentos, a arbitragem faz uma inspeção antes do início das partidas nos jogadores titulares, além dos substitutos que forem entrar em campo na medida das alterações.

O árbitro que identificar algum jogador com equipamentos proibidos deve pedir que ele faça a retirada imediata ou na primeira paralisação do jogo após a identificação. Caso o atleta recuse a ordem e não retire o item, deve ser punido com cartão amarelo segundo a Regra 4.

Punições para jogadores com equipamentos proibidos

A arbitragem não precisa paralisar o jogo para a retirada dos equipamentos proibidos, apenas solicitar que o atleta faça a retirada dos mesmos de forma imediata. Além disso, quando tal equipamento for retirado, ele deve passar por uma verificação por algum membro da equipe de arbitragem. Após essa análise, o jogador recebe autorização para voltar aos gramados.

Na Copa do Mundo 2022, o zagueiro Jules Koundé, da França, jogou quase um tempo de partida com um cordão de ouro. Objeto foi retirado em paralisação. Foto: Divulgação/Justin Setterfield

Vale ressaltar que o atleta não deve sair, retirar o equipamento e voltar na hora que bem entender. Todo esse procedimento deve ser feito com a autorização do árbitro da partida. Caso o jogador volte sem autorização, ele deve ser advertido com cartão amarelo. Além disso, o juiz pode conceder um tiro livre indireto ao time adversário na posição em que a bola se encontrava no ato da advertência.

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